3 Ecos da Falésia: UMA VOZ PARA A ETERNIDADE

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

UMA VOZ PARA A ETERNIDADE

Águas
E pedras do rio
Num sono vazio
Não vão acordar.
Águas
Das fontes, calai
Ó ribeiras, chorai
Que eu não volto
A cantar.
.
.( in "Balada do Outono" - José Afonso)

TLIM

20 Comments:

At 4:48 da tarde, Blogger carteiro said...

Belo título, tributo mais que merecido, uma enorme saudade de um talento extraordinário que nos faz sorrir de tristeza perante as Rutes Marlenes, os Toys, as Romanas, as Ágatas e tantos outros pimbas da nossa praça.

Esses, sim, é que deveriam anunciar "Eu não volto a cantar".

Mas é assim a vida...

 
At 4:58 da tarde, Blogger Pedro said...

A voz dele era uma voz que impunha e criava o silêncio em volta. Pois era única e dava mais poesia àquela que ele cantava.
Mais uma vida com morte prematura, mas que trouxe música eterna.

 
At 5:12 da tarde, Blogger poetaeusou said...

RAINHA
Quem diz que é pela rainha
Nem precisa de mais nada
Embora seja ladrão
Pode roubar à vontade
Todos lhe apertam a mão
É homem de sociedade
Acima da pobre gente
Subiu quem tem bons padrinhos
De colarinhos gomados
Perfumando os ministérios
É dono dos homens sérios
Ninguém lhe vai aos costados
ZECA
»»»»»»»»»
Errei o post.
Comentei em vários, no 1º .......
b)
b)

 
At 5:25 da tarde, Blogger Sininho said...

Carteiro.
Concordo, ipsis verbis, com o teu comentário aos "novos valores"...

 
At 5:29 da tarde, Blogger Sininho said...

Exactamente.
A doença, sobretudo aquela, nunca deveria levar a melhor sobre um homem como ele, que era a própria música.

 
At 5:38 da tarde, Blogger Sininho said...

Poeta.
Se erraste, não foste só tu.
Reparei, há momentos, que tinha escolhido um excerto da mesma "Balada do Outono", usada pela Maria, no seu último post.
E, pior, já o tinha lido, lá...
Deve ser o Alzheimer...

 
At 6:21 da tarde, Blogger Maria said...

Será porque esta Balada de Outono nos diz, a nós, as mesmas coisas?
Será que foi quando ele cantou esta balada que se fez o TLIM definitivo na nossa cabeça?
Um beijo

 
At 6:57 da tarde, Blogger Sininho said...

Maria:
Não sei responder.
Posso ter lido no teu blog e ter-me ficado a ideia, inconscientemente.
Até porque não me recordo de o ouvir cantar essa balada, no espectáculo transmitido pela RTP.
Devo ter adormecido, tão tardia era a hora...
Que se há-de fazer? Desculpa o plágio...
Um beijinho

 
At 12:00 da manhã, Blogger Cris Caetano said...

Eu gostaria de ter vivido em Portugal nesta época, com Zeca Afonso vivo.
beijinhos

 
At 8:43 da manhã, Blogger 'mega' said...

'e que triste sina a das nossas rádios que só lembram e cantam o Senhor todos os anos em abril pelos 25..
vão-nos valendo as 'manifes' sindicais para se ter direito a recordar estes e outros nomes da musica de intervenção... o imortal Zeca merecia algo mais'

 
At 5:07 da tarde, Blogger Luis Eme said...

O Zeca merece tudo... até um maior respeito dos programadores da rádio e das televisões.

Porque o mundo continua cheio de "vampiros", escolhi estas palavras para ti, Sininho:

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

 
At 8:35 da tarde, Blogger Sininho said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 9:00 da tarde, Blogger Sininho said...

Cris:
Olha que esta época, se te referes à actual, não é lá grande coisa...
Beijinho

 
At 9:09 da tarde, Blogger Sininho said...

Mega:
Quanto às rádios é o que se sabe.
Agora quanto às manifs sindicais...meu caro amigo, o que lá tocam, também não interessa nem ao Menino Jesus...
A boa música de José Afonso, só em discos. É a única forma de a ouvirmos, tal como a de outros, que, embora estando vivos, têm pouquíssima divulgação.
O tuga prefere o Toni Carreira...

 
At 9:27 da tarde, Blogger Sininho said...

Meu caro Luís:
Não te esqueças que quem franqueia as portas somos todos nós...
E o diabo é que passamos a vida a enganar-nos e a levar com "eles", pela frente...
Olha, se nos atassem as mãozinhas, não franqueávamos, mas éramos capazes de ficar pior...
Vampiros são velhos como o mundo e nunca deixarão de existir.
E, aqui para nós, sem uns vampiritos por aí, aonde iria muita gente buscar inspiração para uns postes, não é verdade?

 
At 9:33 da tarde, Blogger Sininho said...

Pedro:
A minha segunda resposta aos comentários era para ti.
Peço desculpa por ter omitido o nome.

 
At 10:00 da tarde, Blogger Pedro said...

Eu percebi, Sininho. No problemo!

 
At 10:55 da tarde, Blogger Cris Caetano said...

Eu sei, eu sei...estava a pensar na possibilidade de ouví-lo enquanto vivo. E apesar dos pesares(antes do 25 de abril), acredito que todos aqueles que lutaram pela democracia, têm um orgulho imenso de terem pertencido aquela época; era "por aí" que me referia... ;)
beijinho

 
At 10:59 da tarde, Blogger Cris Caetano said...

Voltei (esqueci-me)... pelo jeito houve mudanças para pior desde que eu saí daí, pk não era apenas em disco que eu escutava as músicas dele, muito pelo contrário... Pena...eu não tinha idéia...

 
At 12:30 da manhã, Blogger Sininho said...

Cris:
Hoje em dia, é raro ouvirmos, na rádio, os grandes valores da música portuguesa.
As melhores estações, passam, no geral, música Anglo-Saxónica.
As mais populares, divulgam música portuguesa sem qualquer qualidade.
Na Televisão, a música está, pràticamente, ausente.
Em compensação, publicidade há para dar e vender.
É o que temos...
Beijinho

 

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