3 Ecos da Falésia: Fevereiro 2008

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

COMUNICADO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

A Câmara Muncipal de Lisboa informa os seus munícipes de que, devido à escassez de verbas e na impossibilidade de contraír novos empréstimos bancários, foi obrigada a tomar duas decisões de recurso.

1 - Suspender a encomenda de 130 modernas cabines sanitárias



que iriam ser distribuídas por vários locais da cidade.

2 - Substituí-las por dois funcionários camarários, portadores de sanitas



que irão percorrer os diversos bairros de Lisboa, acorrendo a chamadas de telemóvel.
O número para o qual deverão ligar apenas em caso de extrema urgência, será oportunamente divulgado nos diversos meios de comunicação social.
As chamadas falsas ( a exemplo das que se verificam diariamente para o 112) serão sujeitas a pesadas multas.

A bem do saneamento (de despesas)


A.C. (Presidente da C.M.L)

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

BOLHINHAS


Embora não me regozije particularmente com o dia que hoje passa (já estou naquela fase que os jornalistas, simpàticamente, fazem questão de especificar sempre que há um atropelamento numa passadeira ou um episódio de contra-mão na auto-estrada), resolvi colocar aqui esta taça de champagne destinada a quem passar por cá.
Como é virtual, não corro o risco de ser multada por falta de higiene, não vá dar-se o caso de aparecer aquele senhor bigodudo que fuma cigarrilhas nos casinos.
Deixo também um vídeo com uma canção de que muito gosto e, finalmente, uma foto um tanto desactualizada.

Tenham um dia agradável, como eu espero vir a ter.

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IS THAT ALL THERE IS?

Esta canção de Peggy Lee é, aqui, interpretada por BETTE MIDLER, uma "jovem" da minha geração.

E por último, a prometida foto.
Dos meus albuns saltou este bebé para me relembrar que eu já fui assim.
Mas não se deixem enganar pelo pormenor do punhozinho fechado na mão direita:
Naquela época, há que dizê-lo com frontalidade, eu estava em plena idade da inocência:
Tinha apenas 8 meses...

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segunda-feira, fevereiro 25, 2008

ÓSCARES


Decididamente, a minha memória anda a pregar-me partidas.
Chega a noite dos Óscares e eu nunca me lembro de que, ano após ano, a cerimónia tem vindo a tornar-se de cada vez mais insípida e mais distante das noites de glamour de tempos passados.
E insisto em ficar a assistir.

A presença de Hellen Mirren foi fugaz, mas serviu para mostrar

como continua a exibir, com toda a naturalidade, um porte de raínha.

E Javier Bardem teve a sua noite.

Discursou em castelhano e tomem lá que é para aprenderem.
É em momentos com este que eu gostava de ser espanhola.
Grande Javier!
Apresentou-se (ele que até nem é nenhum peixe podre), sem o horroroso capachinho que foi obrigado a usar, em "Este país não é para velhos".
Porque, desde Charlize Theron ("Monster"), que os produtores entendem que é preciso dar um toque repulsivo aos actores mais bem parecidos, senão eles não ganham Óscar nenhum.
George Clooney, por exemplo: Teimou em rejeitar a caracterização e olha o que lhe aconteceu.
Já Marion Cotillard, pelo contrário, compôs uma Piaf feiosa e aquilo foi uma limpeza.

Atalhando e para não maçar mais, deixei para o fim o meu preferido:

O ratinho Rémy que toda a gente insiste em chamar "Ratatui" (aqueles crâneos que congeminam os titulos dos filmes em «Português» estão de cada vez melhores).
Chamei-lhe ratinho carinhosamente embora ele esteja mais para ratazana.
Mas é ver como até entre as bichezas que provocam natural antipatia, pode sempre existir uma excepção.
E ele, tadinho, que se fartou de sofrer durante a rodagem (sem duplos nem nada, por causa da contenção de despesas) teve ontem a alegria de ver o seu filme premiado.

Salvo alguma greve inoportuna, para o ano há mais.

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domingo, fevereiro 24, 2008

HENRI SALVADOR

Desaparecido no passado dia 13, este cantor, guitarrista e compositor, marcou a música francesa desde a década de 30.
Medalha de Ouro da Academia Francesa, era natural de Cayenne (Guiana Francesa) e filho de uma índia das Antilhas.
António Carlos Jobim dizia ter chegado à Bossa Nova, inspirado por esta canção:
"DANS MON ILE".
Deu o seu último recital, no Palácio dos Congressos, em Paris.
A 21 de Dezembro.
Por cá, a notícia passou mais ou menos despercebida.
Tivesse ele sido um jogador de futebol...

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sábado, fevereiro 23, 2008

RECORDANDO JOSÉ AFONSO



sexta-feira, fevereiro 22, 2008

NOVOS TEMPOS




Mesmo que hoje não pareça possível, eu garanto (por experiência própria) que há uns anos atrás se vivia sem que, recorrentemente, os paroquianos espancassem os padres, os doentes fossem à cara dos médicos ou enfermeiros, as criancinhas e respectivos familiares agredissem os professores, os filhinhos pontapeassem os pais e os canalizadores nos tratassem por "você", e nós a retorquir "Sr. Fulano, eu agradecia-lhe muito se..."
Bem sei que podem achar o último exemplo um tanto descabido em face dos anteriores mas, pessoalmente, chateia-me bastante, posso assegurá-lo.

Saibam que nesses mesmos tempos, era comum as senhoras promoverem em casa de umas e outras, as chamadas "REUNIÕES TUPPERWARE".
Que eram umas caixas para frigorífico, de qualidade superior.
A vendedora exibia as últimas novidades e oferecia catálogos.
A dona da casa providenciava uns bolinhos e uns refrescos e ganhava um brinde pela gentileza.
Pelo meio, aproveitava-se a ocasião para pôr em dia a coscuvilhice natural nos cidadãos deste país.
Tudo muito pacífico e simples.
Ninguém se lembrava de fazer pressões para que se comprasse o que não se queria, nem se forçava à assinatura de qualquer espécie de contrato para a compra a prestações de colchões ortopédicos, serviços de copos de cristal, ou outros items igualmente inúteis e dispendiosos.

E agora, em que se transformaram esses aprazíveis encontros?
Pois muito simplesmente em "REUNIÕES TUPPERSEXO".
É verdade.
Os artigos, cuja demonstração se faz, passaram de inofensivas caixas, a algemas, chicotes, botas pretas com saltos de alumínio, máscaras com enormes narizes, jogos com «massajadores faciais» telecomandados(!) e outros.
Podem pôr a imaginação a trabalhar que "isso" virá de certeza dentro da MALETA VERMELHA, onde cabem as novas maravilhas que põem os casais a funcionar.
Dá para ver o contraste com a vida fastidiosa e parada dos portugueses e portuguesas de há uns anos atrás?
Dá.
Mas depois temos mais:
As promotoras desses artigos aceitam inscrições para aulas de "POLE DANCE".
Que é aquele varão usado nos «estabelecimentos de diversão nocturna destinados a cavalheiros», à roda do qual as meninas executam o tipo de movimentos que fazem entusiasmar os senhores que assistem.

Pronto. Elas aprendem a executar. E depois, quando quiserem levar um varão lá para casa, compram-no aonde? No IKEA?
E, enfim, mesmo nos dias de hoje, as senhoras casadas PAGAREM (e não deve ser pouco...) para aprenderem a comportar-se como prostitutas, não será um bocadito BIZARRO?
Pois. Se calhar também não.

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quarta-feira, fevereiro 20, 2008

ACEITANDO O DESAFIO

Escolher 12 palavras que nos digam algo de especial.
Pegar nelas e escrever um texto.
Foi a proposta da MARIA de O CHEIRO DA ILHA.
Vou tentar.
As palavras escolhidas são:
CÃES - AMIZADE - TERNURA - CRIANÇAS - VERÃO - PRAIA - MAR - SOL - NOITE - SILÊNCIO - AMIGOS - SONHO.

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CÃES que são muito maus.
Certas raças, dizem-nos, não servem para nossa companhia. Por constituírem um perigo potencial.
Sobre o perigo potencial (ou declarado) dos respectivos donos, os alarmistas ficam mudos.

Um dia, eu tive um cão.
Com 2 meses já era um bebé suficientemente grande para ultrapassar, em tamanho, muito lulu de idade adulta.
E, se lá em casa éramos 5, passámos a ser 6. Convivendo e partilhando: o espaço e a AMIZADE.
Cresceu disciplinado, mas rodeado de TERNURA. Sempre correspondida.
Quando o levávamos ao jardim, as CRIANÇAS perdiam-se por ele.
Rodeavam-no com festas, sempre aceites com um alegre abanar de cauda.

No VERÃO, manhãzinha cedo, abríamos-lhe a porta e ele precipitava-se, escadas abaixo, direito à PRAIA ainda deserta. Corria, doido, à beira-MAR, levantando a areia molhada, perseguindo as gaivotas, imparável, até a língua lhe pender de cansaço, duas vezes mais comprida.

Ao final da tarde, aparecia um garoto que morava dois números mais abaixo, a tocar à porta.
-"Posso levar o cão a passear à rua?"
«Rua» era a tal palavra mágica que punha um brilho especial nos olhos do cão e do menino. Esse, ia sonhar durante aquela meia hora de SOL, que era o dono do outro, como se a mãe lhe consentisse um animal em casa.

À NOITE, chegado o tempo de dormir, estirava-se ao comprido, do lado de fora da porta do quarto. Ali ficava, imóvel, num SILÊNCIO vígil.
Até o relógio biológico o avisar de que eram 8 horas da manhã.
Aí, a respiração tornava-se mais forte e mais curta, fazendo estremecer a porta do quarto.
O sinal para o recomeçar da rotina diária. Do passeio matinal.

LUFT era o seu nome.
Sem dúvida, um dos maiores AMIGOS que passaram pela minha vida.
Ùltimamente, vá lá saber-se porquê, SONHO com ele frequentemente.

Já lá vão quase vinte anos...

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Aqui chegada, deveria desafiar 12 blogs.
Uma vez mais, deixo ao critério de quem achar interessante o desafio.
Arrisquem...

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E MAIS OUTRO


Palavras para quê?
É uma artista portuguesa e chama-se MARIA.
A grande culpada de eu estar aqui, com uma certa frequência, a subir o degrauzinho para receber mais um prémio.
Mas desta vez, até nem acho mal porque nem eu nem o blog temos papas na língua.

E por aqui me fico, sem continuar a corrente (já me desculpei junto da minha patrocinadora).
Quem achar que o prémio lhe assenta bem, esteja à vontade para o levar.
Faço muito gosto.

E daqui, parto para um desafio que me foi lançado, nem calculam por quem...

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segunda-feira, fevereiro 18, 2008

CAUTELA E CALDOS DE GALINHA...


Ontem foi o primeiro dos TREZE.
Morno, monótono, desinteressante.
Dedicado às cheias de 67, 83 e97.

Nem de propósito. S.Pedro, bocejando lá do alto, decidiu:
-"Toma lá que é para aprenderes a mostrar umas imagens à maneira."

E vá de inundar a região de Lisboa e arredores.

Eu, que não ligo ao número 13 nem creo en las brujas, pelo sim pelo não, quando chegar o programa sobre o Terramoto de 1755, raspo-me daqui para fora, a grande velocidade.
Que cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

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PRÉMIOS


Continuam a a caír aqui em cima: Os prémios e as correntes.
O de hoje viajou direitinho do Brasil até à falésia, enviado pela minha amiga Cris do NÚVENS SOBRE O ATLÂNTICO.
Dizem as regras:

1 - Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerarem bons, entendendo-se como bons, aqueles que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.
2 - Só e apenas se recebeu o "É UM BLOG MUITO BOM SIM SENHOR(A)" , deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio, com um link para o respectivo blog, a tag do prémio, as regras e a indicação de outros 7 blogs.
7 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog.


E é isto. Mas desta vez, para levarem o prémio só passando por cá, para o levantarem.
Não vou bater à campaínha de ninguém, que o tempo é escasso.
Deixo assim a relação de alguns dos que visito (comentando umas vezes e outras não):
LARGO DA MEMÓRIA
MAGRA CARTA
LOTE 5-1ºDTO
O CHEIRO DA ILHA
SORUMBÁTICO
CANTIGUEIRO
PÁSSAROS NINHOS OVOS E PENAS

Sei que alguns não têm tempo e outros já receberam este mesmíssimo prémio.
Há até os que o recebem dia sim dia não...
AZAR! É o preço da fama, meus amigos.

Tag na margem? Pois sim...
Cris, minha amiga, desta vez poupei-te...

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domingo, fevereiro 17, 2008

"SOU TEIMOSO MAS ..."


..." ESTOU SEMPRE ABERTO A MUDAR".
Diz o Senhor Ministro hoje, em entrevista ao Diário de Notícias.
Entrevista em que volta a negar ter dito a tal palavrinha francesa.

A explicação vem num cartoon, publicado no Semanário "REGIÃO DE LEIRIA", sendo seu autor o cartoonista ZÉ OLIVEIRA.


Depois disto ficamos todos muito mais descansados.
E definitivamente esclarecidos.

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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

S.VALENTIM PARA QUE TE QUERO

Todo o ser humano, mesmo o mais cordato e amável, alberga lá no íntimo um resquìciozinho de perversidade.
João Marcelino, o simpático director do Correio....aaaaaa, perdão; do DN, não foge à regra.
Ainda ontem aproveitava a publicidade que lhe caía no colo, à boleia do santo e é ver o que, logo na edição do dia seguinte, resolve publicar.
O artigo vem assinado pelo seu correspondente em Nova Yorque e dá conta das últimas novidades tecnológicas que permitem detectar, com economia de esforços, se há alguma coisa estranha que comece a despontar-nos na testa.

Ora isto era coisa para ser dada à estampa antes mesmo da época natalícia.
Bem a tempo de qualquer um dos membros do casal - que já alimentasse a sua suspeitazita - poder poupar nas prendas para a cara-metade e investir num aparelhómetro destes.
Depois era esperar pelo dia de S.Valentim (três meses, mais coisa menos coisa) e zás:
Tirar a prova dos nove.
Assim é que não.
Está a obrigar-se um(a) desgraçado(a) a esperar um ano inteiro, roendo as unhas, antes de chegar a uma conclusão.
O que me parece uma grande maldade.
Não sei se o facto de terem agora um dia marcado para desmascarar quem se porta mal, não será um bocadinho stressante.
Cá para mim, depois da publicação deste artigo, a vida dos casais portugueses nunca mais voltará a ser a mesma.

É por estas e por outras que adoptar comemorações estrangeiradas como se fizessem parte das nossas tradições, corre sempre o risco de vir a dar resultados imprevisíveis.

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quinta-feira, fevereiro 14, 2008

«MY FUNNY VALENTINE»

WHIRIMAKO BLACK nasceu numa região da Nova Zelândia, onde as pessoas são chamadas "children of the mist" :
"NGA TAMARIKI O TE KOHU"
Ou "FILHOS DA BRUMA".

No dia de S.Valentim, vale a pena ouvir uma interpretação diferente dum clássico cantado por tantos, durante décadas.

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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

REGRESSO AO PASSADO








São capas velhinhas de discos 45rpm.
Só algumas, entre as muitas que guardam os ritmos ao som dos quais dancei muitas e muitas vezes quando era ainda uma "teenager inconciente"...

Respondo assim ao desafio da Maria que me passou mais uma corrente e Deus sabe para o que estarei ainda guardada...
Consiste o desafio em "postar" uma lista com meia dúzia de musiquinhas que fizeram mexer os nossos pés, na juventude.
Não se exigem imagens. Só temas e intérpretes.
Eu sei que isto é uma forma velada de cuscar a nossa idade.
Mas quando se está á beira de acrescentar mais um anito à dita, encara-se a coisa como uma oportunidade agradável de relembrar uma época que sempre deixa saudades.

Vou passar a bola a outros 5, colocando-me, então, do lado dos cuscos.
Aí vai, aleatòriamente:
Luís M
Poetaeusou
Manhã
Cris
Gi

O disco do Johnny Mathis é dedicado a quem me desafiou.

Fico aguardando, cheia de curiosidade...

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segunda-feira, fevereiro 11, 2008

O BORBOTO


Borboto é como se denomina aquela bolinha irritante que surge, para nosso desconsolo, na superfície da peça de roupa que comprámos alegremente e nos tira logo a boa disposição assim que damos com ela, ao terceiro dia.

A origem do borboto está na gritante falta de qualidade das fibras empregues na fiação e tecelagem. O resultado final vem a revelar-se desanimador, depois do nosso rico dinheirinho nos ter saído da carteira.

Pior ainda é constatarmos como uma nova espécie de borbotos começou, pouco a pouco, a invadir a vida das nossas instituições públicas e privadas, ministérios, órgãos de soberania, corporações, ordens profissionais, câmaras municipais e por aí adiante.
A sua eliminação custa os olhos da cara, a nossa paciência e muitas das vezes, parte dos nossos impostos.
De tal forma estes borbotos se fixam que até aprendemos já a conhecer alguns pelo nome próprio.
É o caso do borboto Mateus, na Autoridade da Concorrência.
O borboto Mexia que se mexe entre a Galp e a EDP.
Ainda na Galp, persiste, agarradinho, o borboto Gomes.
No BPN é o borboto Oliveira (e costa a saír, que se farta).
Já do Millennium/BCP foram erradicados dois senhores borbotos, cuja remoção custou uma fortuna que só visto. Ficou o borboto Berardo, que obriga ao uso de anti-hístamínicos por parte de quem se aproximar demasiado.

Também da confortável manta do Governo conseguiram, finalmente, arrancar o Campos e a Lima (borbota esgrouviada que quase não se via).
Mas levou o seu tempo.
Quanto aos borbotos Pinho, Lino, SS, Magalhães, Costa e outros, lá continuam a dar mau aspecto ao material.

Do grão-borboto judiciário Alípio, nem vou falar, que esse está à conta do Governo Britânico e para o retirar, só se fosse com uma valente tesoura de podar, correndo o risco de deixar o capote ainda mais esburacado do que já está.

Resta-nos, então, o nosso General Garcia Leandro que veio a púbico declarar ter sido desafiado para encabeçar um MOVIMENTO ANTI-BORBOTO.
Não sei se pretende munir-se daquelas maquinetas do catálogo LA REDOUTE, ou doutras.

Eliminar uma catrefada de borbotos é uma intenção que, embora complicada, não deixa de ser louvável.
Contanto que não se estragem, irremediàvelmente, os tecidos.

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sábado, fevereiro 09, 2008

O LOPES E O ROBINSON



OU: COMO O LUÍS AFONSO SOUBE HOMENAGEAR TALENTOS ATÉ AGORA ESCONDIDOS...

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quarta-feira, fevereiro 06, 2008

PRÉMIO


Cá veio parar mais um, vindo da Ilha.
E de lá, sopram sempre bons ventos, como todos sabemos.

Este prémio foi criado pelo Blog Neurónio, no lado de lá do Atlântico e destina-se a ser atribuído a autores de blogs que consigam ser lembrados durante mais de cinco ou dez minutos, depois de terem sido lidos.
Parece que as palavras não são exactamente estas. São mais elogiosas; mas eu acho que me ficava mal transcrevê-las.
Ia toda a gente pensar que eu era descaradamente imodesta, o que na realidade sou, mas não gosto que se saiba.

Mais uma vez, vou interromper a corrente, não fazendo nomeações.
Maria, minha amiga, vais ter de me desculpar.
Muito obrigada por mais este.

Em jeito de prémio de consolação, deixo aí uma memória de Judy Garland.

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"YOU GO TO MY HEAD"

Um cha-cha-cha sui generis, numa voz inesquecível.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

DAS ENCENAÇÕES CARNAVALESCAS ÀS PRECIPITAÇÕES


O nosso fogoso Bastonário da Ordem dos Advogados aproveitou a época pré-carnavalesca para se mascarar de Príncipe Encantado e acordar, com um beijo, a Princesa Cabala, mergulhada num sono profundo pela malvada bruxa PJ, ajudada pelo vilão Rui Teixeira.
Os anõezinhos Paulinho, Carlinhos, Huguinho, Jorginho, Manelinho, Francisquinho e Dinizinho, exultaram. Pelos melhores motivos, acrescente-se.
É de sublinhar, aqui, o belo exemplo dado pelo Príncipe, ao mandar às malvas os cuidados relativos a processos judiciais ainda a decorrer.
Mas era quase carnaval, ninguém levou a mal.



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Já aquela Excelência enigmática, de sua graça Alípio (a pena que eu tenho de não ter um filho ou um neto com este nome), enquanto inspirava o ar com força, por entre os dentes cerrados, largou, com arzinho melífluo, a frase assassina:
"HOUVE UMA CERTA PRECIPITAÇÃO". Da parte da bruxa má, que voltou a fazer das suas, tendo constituído arguido, um casal que transpira inocência.
Cá temos, outra vez, o comentário sobre processo judicial a decorrer, mas isso também não interessa nada.

Eu permitia-me, já agora, lançar para o ar um pequeno alvitre dirigido a ambos: ao Príncipe e à Excelência:
Decidam-se a aplicar a esta bruxa, duma vez por todas, o velho ritual de lhe tratar da saúde como deve ser.
É atá-la a um tronco, meda de palha por baixo e fogo nela!

Vão ver a alegria dos anõezinhos.
E, sem sombra de dúvida, a do Sr. Clarence Mitchell.
Que, aqui para nós que ninguém nos ouve, já tem, há que tempos, o seu dossier bem preparado sobre estes e outros anõezinhos, não vá o diabo tecê-las.
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Etiquetas: Carnaval, altas individualidades e brincadeiras.